sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Comentário : Uma visão espiritualista :O guardião da meia-noite

   Como estudante inveterada dessa magnânima ciência do ocultismo que engaja filosofia oriental esotérica, berço da cultura africana e egípcia com seus rituais de aterramento , preceitos doutrinários, sinto-me embevecida por tanta informação que gera conhecimentos básicos para compreender o leme das religiões açambarcadas pelo espiritualismo, objeto das crenças e dogmas, nascidos das mais variadas versões que hoje evoluem para uma miscegenada prática  efetiva da religiosidade trazida no cerne de cada mente humana.

     A obra de Rubem Saraceni, O Guardião da meia-noite, faz acordar para as verdades e 
ilusões que a vida nos impulsiona pelos atos que experenciamos  ao trilhar caminhos que nos despertam ora o Mal, ora o Bem- somos agentes passivos de nossas próprias mentes.Estes, agem como conduítes no cérebro, e nós ligamos e desligamos, quando não estamos em equilíbrio com este universo, que somos nós.
    O que mais impressiona, em verdade, não foi o relato descerrando a verídica experiência inescrupulosa de um certo barão a se passar no início do século XVIII, contudo o desencadeamento provocado por tal, uma vez que seus atos vis, o enveredaram a uma sequência de reparações no plano espiritual que o mantiveram lúcido de seus erros, e ao mesmo tempo, consciente de sua presença necessária àquele mundo- temeroso mundo das trevas- e que o fazem ser um Ser da Luz, e sua nominação hierárquica de guardião da meia -noite, entidade conhecida nos terreiros de umbanda, candomblé e quimbanda, como o vulgo Tranca Ruas ou Tranca Tudo.
     A história em si, remete-nos a uma certeza de que casos semelhantes envolveram condes, reis, príncipes,sacerdotes e tantos outros eleitos de títulos de nobreza ou episcopais, quiçá advém do fato de processos cármicos que se arrastam através dos tempos entre encarnados envoltos do orgulho e vaidade que consomem leprosas almas .
     O Guardião da meia -noite , certo da sua missâo àquele lugar, aceitou as dissenções das provas, e assim, pôs-se a servir como instrumento a todos que precisavam discernir entre o Bem e o Mal .
     E como Ser da Luz, objetivou os nobres sentimentos de generosidade e bondade com os desfavorecidos pelos atos infracionários cometidos, segundo a lei divina.
     A sua derrocada pelo sentimento de vingança que o venceu  enquanto Barão , serviu-lhe para pesar sua escolha entre a Luz e as Trevas , e o porquê de sua permanência como ser habitante das trevas.
     Vê-se então, que sua missão é trabalhar no resgate de espíritos errantes de habitarem  o umbral- o purgatório- região criada pelas mentes combalidas  pela dor de seus atos- " Cada um vê a sua maneira , e  encontra nele  os monstros particulares  que o alimentam durante sua passagem pela carne". " O umbral é a materialização de cada um". ( in pag 93, cap. assembleia sinistra.)
     Outras definições ditadas descrevem sobre a Lei maior- concebe que todos que não  tenham se arrependido ainda em vida carnal de seus erros , venham repará-los em espírito, devido a lei de causa e efeito que  seguramente permite que a  bondade divina lhe oportunize a reparação das faltas morais  (in  Evangelho segundo o espiritismo)
     

Nenhum comentário:

Postar um comentário